Mais uma entidade critica “campanha pública de difamação” contra juízes

Diante de reportagens e colunas veiculadas em diferentes veículos de imprensa neste fim de semana, a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) divulgou nota neste domingo (11/2) repudiando o que chama de “distorção de informações sobre a remuneração de magistrados”.

Em um dos trechos, a entidade compara a transparência dos dados financeiros e fiscais do Poder Judiciário à das empresas de comunicação, colocando o primeiro como bastante superior, afirmando que essas empresas destilam um “moralismo hipócrita”. Questiona ainda que interesses teriam esta “súbita campanha pública de difamação”.

“Algumas dessas empresas têm criticado diuturnamente o Poder Judiciário, destilando o mais obtuso moralismo hipócrita, enquanto mantêm em seus quadros dezenas ou centenas de empregados ‘pejotizados’, que prestam serviços como pessoas físicas, mas são remunerados como pessoas jurídicas, o que solapa os direitos sociais de seus profissionais, por um lado, e autoriza, por outro, isenção previdenciária e duvidosos benefícios fiscais em sede de imposto de renda”, diz o texto.

A nota da Anamatra, assinada pelo presidente da associação, Guilherme Feliciano, defende que os dados sobre os vencimentos de juízes são públicos e que, quanto a eles, não há o que esconder. Ele afirma ser inaceitável o “uso abusivo e distorcido das informações financeiras disponibilizadas nos portais de transparência”, argumentando que os benefícios, incluído aí o auxílio-moradia, estão previstos na Lei Orgânica da Magistratura.

“É, todavia, inadmissível que isso se faça ao enxovalho de toda uma carreira nacional, expondo publicamente à execração pública centenas de juízes de todo o país”, afirma Feliciano, que acrescenta serem os textos da imprensa maliciosos por elegerem dezembro pa…

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