Cozinheiro encontrado morto em apartamento em Caxias estava desaparecido

Desde que a última mensagem supostamente enviada pelo WhatsApp por João Storani, 30 anos, foi recebida, familiares e amigos dele iniciaram uma busca desesperada. É que as pessoas que conviviam com o cozinheiro desconfiaram que o texto que chegou ao celular da companheira de Storani, por volta das 15h do dia 27 de dezembro, não havia sido escrito por ele. O fim da procura ocorreu na noite desta quinta-feira, quando Storani foi encontrado morto em um apartamento no bairro De Lazzer, na região oeste de Caxias do Sul.

Segundo o amigo de infância, Luiz Henrique Gonçalves de Souza, 30 anos, no último contato, Storani, disse que deixaria Guaíba, a cidade em que morava com a companheira, e iria para Rio Grande fazer uma janta em um evento na noite do Natal, passaria por Caxias para deixar o material de trabalho e voltaria para Guaíba para o Reveillón com a família. Storani tem um filho de cinco anos com a ex-mulher, um irmão que morava com ele, uma irmã, mãe e padrasto. Já no dia 27, a mensagem enviada para a companheira dizia que ele estava passando Laguna, em Santa Catarina, e que voltaria no dia seguinte. Os familiares estranharam o fato, já que Storani costumava se comunicar por meio de áudios e não texto e começaram a buscar mais informações. Os contatos cessaram. 

– Com certeza não foi ele quem escreveu – diz o amigo que considera Storani “um irmão da vida”. 

Foi, então, que Luiz Henrique fez uma postagem em sua página em rede social pedindo informações sobre o paradeiro de Storani. No dia seguinte, 28, ele foi à Polícia Civil de Guaíba e fez o registro do desaparecimento.

Depois de muita procura, o amigo conseguiu chegar ao endereço do apartamento do bairro De Lazzer, em Caxias, e foi ao local, no dia 29, mas não teve acesso ao interior do prédio. Os familiares não conheciam André Luiz Portanova Laborde, 36 anos, dono do imóvel e encontrado morto junto com Storani. 

Luiz Henrique e a companheira de Storani foram então a Passo de Torres em Santa Catarina e, lá, fizeram novo registro de desaparecimento. Na última terça-feira, os dois voltaram a Caxias, novamente sem sucesso em descobrir o paradeiro do cozinheiro.

Ontem à noite, Luiz Henrique foi avisado pelo WhatsApp que amigo fora encontrado morto no mesmo lugar em que estiveram procurando por ele por duas vezes. 

O corpo de Storani será trasladado para Guaíba onde será sepultado. O velório será em uma das capelas da Funerária Narciso. O sepultamento está previsto para as 16h, no Cemitério Municipal de Guaíba.

– Ele era um cara carismático, extrovertido, companheiro, amigo, um baita pai. Gostava de comer churrasco e estar reunido com os amigos. É uma perda que jamais será reparada – lembra Luiz Henrique.

Durante os atos fúnebres os amigos farão uma homenagem com símbolos do Grêmio, time de Storani.

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