Siro Darlan: As palavras de Francisco em contraste com o Supremo

Conheço uma mãe de família

Observador.. (Economista)

Acorda 4 horas da manhã para chegar no trabalho no horário.
Mesmo quando dizem “não há problema em atrasar”, responde que o que é certo é certo, em sua simples sabedoria.
Tem uma filha com esclerose múltipla.Pega o remédio em farmácia de alto custo. Trabalha como faxineira-diarista e ainda tem uma carrocinha de cachorro quente, que atende com muita qualidade e atenção, seus fregueses nos finais de semana(já fui lá conhecer).
Correta e honesta é uma pessoa esquecida por nossos doutos.Exatamente porquê não se vitimiza.
Com discursos pomposos, estes só tem olhos para criminosos de todas as matizes, cores e ideologias.
Aqui, os sinos não dobram pelos decentes.Pois cumprem a lei sem reclamar e passam sua existência sendo extorquidos por um estado balofo, cheio de gente com carros oficiais, auxílio paletó, auxílio isto e aquilo e que ainda, com o bolso cheio, fazem discursos “contra o capital”, este ser abstrato que adoram bater, contanto que batam no capital alheio.
Enfim, lamento os destinos do nosso país.
Aqui, é quase constrangedor ser decente, não querer fazer concursos para viver do Estado e passa-se a existência entre o perplexo e o conformado; não há nenhum reconhecimento e quase ninguém se importa com aqueles que nunca deixaram as dificuldades da vida serem usadas como desculpas para ferir, matar, traficar, mentir, esconder, manipular, roubar e tantos outros artifícios que são usados como desculpa para “sobreviver”.
Quando ao STF, apenas está a demonstrar que aqui poucos mandam muito, ditam regras e sabem que – infelizmente – estão diante de um povo que não aprendeu a reivindicar o direito de ser tratado com serviços de excelência em vez de se preocupar, toda hora, com as excelências que nem lembram que este povo existe.

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Consultor Jurídico

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